Gucci explora o drama da Renascença em sua campanha Primavera 2026
A campanha Primavera 2026 da Gucci chega como um manifesto focado no poder do romance absoluto. A visão orquestrada para a temporada é tão dramática quanto as relaçes viscerais que habitam seu centro. Através das lentes de Michal Chelbin, as imagens e o curta-metragem celebram o renascimento e a conexão, estruturando retratos que emprestam sua compostura diretamente das pinturas da Renascença. O resultado é um cruzamento entre interiores decadentes e uma iluminação sombria que concede a cada quadro uma imobilidade de pintura a óleo, enquanto o styling permanece implacavelmente ancorado no presente.
Para sustentar a tensão teatral da campanha, a marca convocou um elenco transcultural de peso, liderado pelas supermodelos Kate Moss e Alex Consani, acompanhadas por NINGNING, Lee Young Ae e a rapper Rico Nasty. O casting se expande para abranger nomes como Xiao Zhan, Jin, a lenda esportiva Tom Brady, Shawn Mendes, EsDeeKid e Tarzzan, criando uma fricção interessante entre a aristocracia tradicional da moda e os ídolos de consumo global.
São as peças, no entanto, que ditam a cadencia da narrativa. O drama atinge seu pico através de um vestido de um ombro só, em roxo brilhante, que colide taticamente com meias-calças pretas transparentes e scarpins pontiagudos. A subversão estética do cotidiano também marca presença: o desgastado jeans azul ganha uma blindagem severa quando pareado com luvas de couro preto brilhante, um cinto largo de ferragens pesadas, peles pálidas e a estrutura rígida e intocável das icnicas bolsas da Gucci.
O clima transita sem esforço da fluidez para um minimalismo letal, ancorado em peças pretas coladas ao corpo. Tops de mangas longas e leggings com recortes assimétricos dialogam com bolsas de ombro acolchoadas atravessadas. E então, o roteiro suaviza novamente, culminando em um imenso e macio casaco de pele creme que assume o protagonismo total, usado unicamente sobre as pernas nuas e os saltos vertiginosos.













